O pontinho preto


Hoje descobri  a história do pontinho preto. Muito legal!

Conta-se que um professor preparou sua aula estendendo um grande lençol branco numa das paredes da sala. Na medida em que os alunos iam entrando, tinham sua curiosidade despertada por aquele objeto estranho estendido bem à sua frente.

O professor iniciou a aula perguntando a todos o que viam.
O primeiro que se manifestou disse que via um pontinho negro, no que foi seguido pelos demais. Todos conseguiram ver o pontinho negro que fora colocado, de propósito, no centro do lençol branco.
Depois de perguntar a todos se o ponto negro era a única coisa que viam, e ouvir a resposta afirmativa, o professor lançou outra questão:
- Vocês não estão vendo todo o resto do lençol?
Vocês conseguem somente ver o pequeno ponto preto, e não percebem a parte branca, que é muito mais extensa?
Naquele momento os alunos entenderam o propósito da aula: ensinar a ampliar e educar a visão para perceber melhor o conjunto e não ficar atento somente aos pormenores ou às coisas negativas. Essa é, na maior parte das vezes, a nossa forma de ver as pessoas e situações que nos rodeiam.

Costumamos dar um peso exagerado às coisas ruins, e pouca importância ao que se realiza de bom.
 
A mensagem se aplica  a tudo e  a todos. Inclusive a nós, educadores, que muitas vezes esmorecemos diante das dificuldades. Os pontinhos pretos são os desafios que enfrentamos no dia a dia com nossos alunos, nossos chefes, nossos relacionamentos no ambiente do trabalho. Mas a parte branca é que faz tudo valer a pena. A valorização de nossos esforços, aquele abraço verdadeiro, um bilhetinho carinhoso deixado em cima da mesa, a evolução daquele aluno com dificuldades. Os pontinhos pretos sempre vão existir, e estarão lá para mostrar que as possibilidades podem ser diferentes, depende de como lidaremos com eles. Ou tomarão conta do lençol, ou estarão ali apenas para lembrar-nos de que, apesar deles, a parte branca ainda é maior!